Biorremediação vegetal do esgoto domiciliar: o caso da fossa verde em comunidades rurais do Alto Sertão Alagoano

Antonio Oliveira Netto, Luciana da Rocha Melo Guerra, Mário Rodrigues Pereira da Silva, Gabriel Farias Wanderley

Resumo


O imenso déficit de atendimento referente a cobertura de coleta e tratamento do esgoto requer desenvolvimento de sistemas que combinam destinação adequada dos efluentes e baixos custos de construção e operação. Nesse contexto surge a biorremediação vegetal, através da fossa verde, tecnologia social sustentável e de baixo custo, apresentando-se como alternativa viável principalmente para a zona rural de municípios. Essa tecnologia social objetiva contribuir para o enfrentamento da problemática do esgoto domiciliar e das suas consequências para a saúde coletiva da comunidade e o meio ambiente; sendo alternativa de destinação do esgoto doméstico, além de possibilitar o cultivo de algumas espécies frutíferas. Mediante parceria estabelecida com o projeto Renas-Ser que atua na linha de gestão de corpos hídricos superficiais e subterrâneos, três unidades de fossa verde encontram-se construídas em comunidades rurais de municípios do alto sertão alagoano, contemplando o condicionamento adequado dos efluentes domésticos. Os primeiros resultados da observação pontual de redução de matéria orgânica são bastante animadores, tendo em vista a remoção de aproximadamente 38% da DQO já na primeira camada suporte. A etapa seguinte consiste na definição dos demais parâmetros a serem monitorados e verificar a aprovação dos usuários da tecnologia.


Palavras-chave


saúde pública; material suporte; tratamento anaeróbio

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